O mercado consumidor será marcado pela retomada da classe B neste ano. O estudo desenvolvido pela consultoria IPC Marketing mostra que essa parcela da população — equivalente a 35,4% do total de domicílios urbanos do País — vai responder por 50,84% (aproximadamente 1,55 trilhão de reais) do potencial de consumo no Brasil.

Os números, se confirmados, vão mostrar uma recuperação da classe B. Em 2013, esse extrato da população tinha diminuído em relação a 2012 — uma queda de 50,02% para 48,52%.

A classe A também deve aumentar a fatia no consumo: a participação subirá de 19,26% no ano passado para 19,52%. "A força do novo consumo está nas classes A e B. A classe emergente ainda tem a maior quantidade de domicílios, mas ela perde força", diz Marcos Pazzini, diretor do IPC Marketing. Pelo levantamento, a classe C deve responder por 26% do potencial de consumo, nível mais baixo desde 2005.

A expectativa da consultoria é que o consumo das famílias continue a crescer de 1,8% a 2% neste ano, acima do Produto Interno Bruto (PIB).

Um dos principais fatores que impulsiona a mobilidade social é a criação de emprego formal, segundo o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles. No mês passado, a desocupação medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 5% nas seis regiões metropolitanas pesquisadas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre). O resultado foi o mais baixo para meses de março desde 2002, quando tem início a série histórica. "A economia pode não estar tão boa, o consumo das famílias está crescendo menos, mas o emprego e a geração de renda proveniente dele continuam fortes."

Gasto — O estudo da IPC Marketing também identificou como o brasileiro vai gastar o dinheiro este ano. A maior parte — 770,57 bilhões de reais — vai para a manutenção do lar. Nesse item, estão incluídas despesas como aluguel, conta de luz, água e telefone. "É uma realidade do brasileiro esse elevado custo da moradia", diz Pazzini.

O segundo maior gasto do ano será com outras despesas (659,56 bilhões reais). Nesse item, o peso maior é com dívidas. "Boa parte da melhoria dessa ascensão é por causa da aquisição de bens de consumo. Normalmente, eles não são comprados à vista, mas no crédito. O crescimento desse item tem a ver com o aumento dessas compras feitas a prazo", afirma o diretor do IPC Marketing.

Na sequência, aparecem alimentação no domicílio (314,01 bilhões de reais) e alimentação fora do domicílio (156,57 bilhões de reais). "Quanto maior o peso dessas despesas básicas, pior. Acaba sobrando menos dinheiro para itens que não são de primeira necessidade,", afirma Pazzini.

 

FONTE: www.varejista.com.br

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